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“Eu me desabei”: motociclista morre em cruzamento com semáforo desligado por furto de fios no Rebouças, em Curitiba

Fiação de semáforo furtada em cruzamento de Curitiba

Foto: Divulgação/GMC

A família do motociclista Carlos Eduardo Farelli Pinho, de 51 anos, cobra Justiça depois que ele morreu em uma batida com um carro no cruzamento da Avenida Engenheiros Rebouças com a Rua 24 de Maio, no bairro Rebouças, em Curitiba. No momento do acidente, os semáforos do cruzamento estavam desligados por causa do furto de fios elétricos.

A colisão aconteceu na manhã do sábado, 31 de outubro. O caso voltou à tona neste sábado (7), quando a filha do motociclista contou à Ric RECORD como recebeu a notícia.

“Cadê ele?”

A filha chegou ao cruzamento pouco depois da batida. Os ocupantes do outro carro estavam sentados no chão, e ela correu perguntando pelo pai. Foi um policial quem deu a notícia de que ele tinha morrido. “Eu me desabei”, contou.

Para a família, a falta de sinalização foi decisiva. “A causa do acidente foi por conta do furto de cabo do sinal. Não teve nenhuma sinalização”, afirmou a filha, que diz que os parentes estão angustiados e querem responsabilização.

56 ocorrências só na Engenheiros Rebouças

O problema não é isolado. De janeiro a novembro deste ano, Curitiba registrou 156 ocorrências envolvendo semáforos, segundo os dados apresentados na reportagem. Desse total, 56 foram na própria Avenida Engenheiros Rebouças.

O que diz a Prefeitura

A Prefeitura de Curitiba confirmou que a Secretaria Municipal de Trânsito já sabia da falha nos equipamentos e que equipes foram enviadas para orientar o trânsito no cruzamento. A batida, porém, aconteceu antes de os agentes chegarem.

Semáforo apagado: como agir

  • Reduza a velocidade e trate o cruzamento como se houvesse placa de “Pare” para todos.
  • Dê preferência a quem vem pela direita e a pedestres na faixa.
  • Avise a Prefeitura pelo telefone 156 ou pelo 153 da Guarda Municipal quando encontrar sinal desligado.

O furto de cabos de cobre virou um problema frequente na cidade e atinge também a iluminação pública e prédios comerciais. Comprar material de origem criminosa é crime de receptação.

Leia também: Furto de relógios de luz deixa centro comercial às escuras no Vista Alegre e Homem que furtava fios cai de poste após explosão em Curitiba.

Fonte: Banda B, com informações da Ric RECORD e da Prefeitura de Curitiba.

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