Ex-prefeito de Curitiba e deputado federal Luciano Ducci (PSB-PR). Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados

A decisão da Executiva Nacional do PT de apoiar Luciano Ducci (PSB) para a prefeitura de Curitiba tem gerado controvérsias internas significativas dentro do partido. Nesta segunda-feira, a aliança foi aprovada por 15 votos a 7, com a minoria defendendo uma candidatura própria. Essa divisão interna sinaliza um possível recurso ao Diretório Nacional do partido, composto por 81 membros, para reavaliar a decisão.

A resistência é liderada pelos deputados Zeca Dirceu e Carol Dartora, que defendem um candidato próprio do PT para a corrida municipal. Zeca Dirceu, em especial, expressou sua insatisfação publicamente, afirmando sua intenção de continuar como pré-candidato e recorrer ao Diretório Nacional. “Sigo pré-candidato e com orgulho serei o candidato de Lula. Vou recorrer ao Diretório Nacional, a única instância partidária que pode dar palavra final nestas situações”, disse Dirceu nas redes sociais.

Luciano Ducci, que já ocupou a prefeitura de Curitiba de 2010 a 2013, enfrenta oposição dentro do PT devido a seu histórico político. Sua votação a favor do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff em 2016 e sua ausência na votação sobre a investigação contra Michel Temer em 2017 são pontos de atrito. Além disso, suas conexões passadas com o PSDB, especialmente por ter sido vice de Beto Richa, são lembradas por aqueles que resistem à aliança.

Apesar das tensões, Ducci recebeu com entusiasmo o apoio do PT, considerando-o um sinal de confiança em seu projeto para Curitiba. “Estou muito feliz com a oficialização do apoio do Partido dos Trabalhadores à minha pré-candidatura. Este movimento mostra a confiança em um projeto mais humano para a cidade”, celebrou Ducci. Ele também destacou a importância de começar a mobilização da militância e buscar apoio de outros partidos alinhados com suas propostas.

Este embate dentro do PT reflete as complexidades e os desafios de formação de alianças políticas em contextos municipais, especialmente em cidades estratégicas como Curitiba. A decisão do Diretório Nacional será crucial para definir os rumos do partido nas eleições municipais na capital paranaense.

Fonte: Folha de São Paulo

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