Quem recebe vale-refeição ou vale-alimentação ganhou, desde este sábado (7), mais lugares para usar o cartão. Entrou em vigor a chamada interoperabilidade: cartões de bandeiras diferentes, como Alelo, Ticket, VR, Pluxee, Flash e Swile, passam a ser aceitos em qualquer maquininha habilitada para esse tipo de pagamento, e não só nas da própria operadora.
A mudança faz parte das novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), definidas por decreto do governo federal, e mexe com o dia a dia de restaurantes, padarias e mercados de Curitiba.
O que muda para o trabalhador
- O mesmo cartão passa a funcionar em mais estabelecimentos.
- O valor depositado pela empresa não muda.
- Vale-refeição continua servindo para refeição pronta; vale-alimentação, para compra de alimentos.
- A regra não obriga todo comércio a aceitar o benefício: vale para quem já processa esse tipo de transação.
O que muda para o comércio
- Taxa máxima cobrada pelas operadoras: 3,6% por transação.
- Tarifa entre as empresas do sistema: até 2%.
- Prazo para receber: até 15 dias corridos. Antes, passava de 30 dias.
Para donos de restaurante, a promessa é de dinheiro mais rápido no caixa e menos taxa. Quem descumprir as regras pode levar multa, ser descredenciado e perder benefícios fiscais, punições que valem para operadoras, empresas e estabelecimentos.
Ainda tem atrito
A transição não está redonda. A Abrasel, que representa bares e restaurantes, diz que os sistemas ainda não estão totalmente integrados. Operadoras contestam na Justiça os tetos de tarifa e a mudança feita por decreto, e algumas decisões provisórias já foram derrubadas. Por isso, nos primeiros dias, o cartão ainda pode ser recusado em algumas maquininhas.
A dica é perguntar antes de pedir e, se o estabelecimento já aceitava outra bandeira de vale, testar o seu cartão.
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Fonte: Jornal do Comércio, Bem Paraná e Blog do Esmael.




