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Falso policial usava fardas da PM e da Guarda para enganar mulheres e é preso em Almirante Tamandaré

Polícia parte pra cima e prende acusado de sequestrar mulheres em estacionamentos

Polícia Civil do Paraná — Imagem Ilustrativa Foto: Fábio Dias/EPR

Um homem de 24 anos foi preso em flagrante nesta sexta-feira (6) em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, suspeito de se passar por policial para enganar mulheres com quem se relacionava. A prisão foi feita pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Como funcionava o golpe, segundo a polícia

De acordo com a investigação, o suspeito montava uma falsa identidade de agente de segurança pública, com uniformes, insígnias e armas, para ganhar a confiança das parceiras. A partir daí, aplicava golpes financeiros.

Em um dos casos investigados, o prejuízo de uma vítima passa de dezenas de milhares de reais. Segundo a PCPR, ele teria feito empréstimos e transferências fraudulentas de veículos em nome da mulher. Quando passou a ser cobrado, teria ameaçado a vítima com uma arma e começado a persegui-la no trabalho e em casa, para forçá-la a assinar procurações.

“A falsa atribuição de uma função policial é uma estratégia hedionda utilizada para subjugar e aterrorizar vítimas vulneráveis”, afirmou o delegado responsável pelo caso, Leandro Vadalá Almeida.

O que foi apreendido

  • 14 peças de roupa e fardamentos da Polícia Militar, inclusive da Rotam, e da Guarda Municipal;
  • 16 munições calibre .380;
  • um simulacro de arma de fogo e uma espingarda de pressão;
  • celulares, notebook e tablet;
  • procurações em nome de uma vítima para transações de veículos.

Segundo a polícia, ao ser abordado pela equipe, ele ainda carregava uma insígnia da PM na carteira. O caso é investigado como estelionato por fraude sentimental, extorsão com arma de fogo, perseguição, violência psicológica contra a mulher e usurpação de função pública. A PCPR apura se há outras vítimas.

Como se proteger e denunciar

Desconfie de quem diz ser policial mas evita mostrar documento funcional, pede dinheiro ou assinaturas e usa a “autoridade” para pressionar. Quem se reconhecer como vítima pode procurar qualquer delegacia, a Delegacia da Mulher ou ligar para o 197 (Polícia Civil). Em situação de ameaça, ligue 190.

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Fonte: Polícia Civil do Paraná, em informações divulgadas à Banda B. Foto ilustrativa: Fábio Dias/EPR. Texto: Redação Mais Curitiba.

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