Tornado F2 deixou um rastro de destruição em São José dos Pinhais, (RMC), em 10 de janeiro deste ano. (Foto: Simepar)

A Prefeitura de Curitiba iniciou um mutirão de limpeza e desobstrução de galerias pluviais e estruturas de drenagem em diferentes regiões da cidade como parte de um plano emergencial de preparação para as chuvas mais intensas previstas com a possível atuação do fenômeno El Niño no segundo semestre.

Os trabalhos são coordenados pelo Departamento de Pontes e Drenagem da Secretaria Municipal de Obras Públicas e têm como objetivo ampliar a capacidade de escoamento da água da chuva em locais onde o sistema sofre com o acúmulo de sedimentos, lixo, vegetação e ligações clandestinas.

Nesta primeira etapa, as equipes concentram as ações em galerias, travessias sob vias arteriais, redes próximas a trincheiras e pontos com histórico de alagamentos. O primeiro local atendido foi o cruzamento das ruas Brigadeiro Franco e Francisco Parolin, no bairro Parolin, onde técnicos utilizaram um robô de videoinspeção para identificar resíduos no interior da galeria. Em seguida, um caminhão hidrojato realizou a limpeza da estrutura.

Segundo a Secretaria Municipal de Obras Públicas, o cronograma também inclui intervenções em trechos próximos aos córregos Henry Ford e Santa Bernadethe, nos bairros Lindóia e Fanny, além de pontos nas regiões Central, Rebouças, Capão da Imbuia, Boqueirão e Santa Felicidade. Novos locais deverão ser incorporados nas próximas semanas conforme o monitoramento técnico.

Atualmente, 26 equipes atuam de forma preventiva na limpeza das galerias de águas pluviais nas dez regionais de Curitiba. A previsão é reforçar a operação com mais sete equipes especializadas.

Além da manutenção das galerias, o plano emergencial prevê limpeza de rios e canais, inspeções por vídeo, intervenções em bacias hidrográficas prioritárias e criação de áreas de extravasamento controlado em terrenos municipais próximos aos rios.

A Prefeitura também orienta a população a evitar o descarte irregular de lixo em ruas, áreas verdes e cursos d’água. Segundo o município, esse tipo de prática contribui para a obstrução da drenagem e aumenta o risco de alagamentos durante períodos de chuva intensa.

Fonte: Band Paraná

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