Neve em 2013 no limite dos municípios de Curitiba e Fazenda Rio Grande. Foto: Albari Rosa | Gazeta do Povo | Arquivo

A forte onda de frio que atingiu o Paraná nesta semana e levou os termômetros a marcar até 4,8 graus negativos em General Carneiro reacendeu uma velha dúvida entre os moradores de Curitiba: afinal, ainda pode nevar na capital paranaense?

O questionamento ganhou força após a chegada de uma intensa massa de ar polar, que derrubou as temperaturas em diversas regiões do estado. Em Curitiba, a mínima registrada foi de 2,4°C, a menor de 2026 até o momento, enquanto cidades do Sul do Paraná enfrentaram geadas e temperaturas negativas.

Apesar do frio intenso, especialistas explicam que apenas temperaturas baixas não são suficientes para provocar neve. O fenômeno depende de uma combinação rara entre ar extremamente frio em diferentes camadas da atmosfera e umidade suficiente para formar precipitação congelada.

Historicamente, episódios de neve ou chuva congelada em Curitiba são considerados muito incomuns. A altitude da capital favorece geadas frequentes e madrugadas geladas, mas normalmente não reúne todas as condições atmosféricas necessárias para a ocorrência de neve.

Quando o fenômeno é registrado no Sul do Brasil, ele costuma ocorrer principalmente nas áreas mais elevadas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. No Paraná, as maiores chances ficam concentradas na região sul do estado e nos Campos de Palmas.

A massa de ar polar responsável pelo frio desta semana chegou após a passagem de uma frente fria pelo Paraná. A previsão dos meteorologistas indica que as temperaturas devem subir gradualmente nos próximos dias, embora as manhãs ainda permaneçam frias.

Mesmo sem previsão de neve, a mudança brusca no tempo reforça uma das características mais conhecidas da capital paranaense, onde o clima pode mudar rapidamente e exige atenção redobrada dos moradores durante o inverno.

Fonte: Mais Curitiba

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