Tornado F2 deixou um rastro de destruição em São José dos Pinhais, (RMC), em 10 de janeiro deste ano. (Foto: Simepar)

Prefeitos da Região Metropolitana de Curitiba se reúnem nesta terça-feira (16), no Palácio 29 de Março, para definir ações preventivas diante da chegada do fenômeno El Niño, prevista para as próximas semanas.

O encontro, coordenado pelo prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, tem como objetivo elaborar o Plano Estratégico de Enfrentamento ao El Niño 2026/2027, com medidas voltadas à prevenção e à resposta rápida a possíveis eventos climáticos extremos.

Além dos prefeitos da Grande Curitiba, participam representantes da Defesa Civil e de órgãos municipais e estaduais que integram o comitê gestor criado para coordenar as ações de enfrentamento aos impactos do fenômeno.

De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, os efeitos do El Niño devem começar a ser sentidos no estado a partir de julho. A previsão dos principais centros internacionais de monitoramento indica volumes de chuva acima da média mensal até dezembro.

Segundo o meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar, há 63% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, o que pode colocar este episódio entre os mais intensos desde o início dos registros históricos, em 1950.

A reunião desta terça-feira terá como foco a definição de estratégias de prevenção, comunicação e resposta operacional para aumentar a capacidade de reação dos municípios da Região Metropolitana de Curitiba.

O alerta ganha importância após os eventos climáticos registrados no Paraná no início deste ano. Em janeiro, dois tornados atingiram o estado, um em Mercedes e outro em São José dos Pinhais. O fenômeno registrado na Região Metropolitana de Curitiba alcançou a categoria F2, com ventos de até 180 quilômetros por hora, danificou cerca de 300 residências e deixou dois feridos.

Dados do Ministério Público de Contas e do Tribunal de Contas do Estado apontam que o Paraná registrou 5.923 ocorrências de desastres naturais nos últimos dez anos. Os eventos afetaram 4,5 milhões de pessoas e provocaram prejuízos estimados em R$ 32 bilhões.

Tempestades, vendavais, enxurradas e granizo estão entre as ocorrências mais frequentes, com impactos significativos na Região Metropolitana de Curitiba.

Fonte: Bem Paraná

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