Parque Barigui alagado em outubro de 2023. Foto: Ricardo Marajó/SMCS

Curitiba começou a reforçar o plano de prevenção contra eventos climáticos extremos diante da previsão de um possível Super El Niño nos próximos meses. A Prefeitura anunciou a criação de um comitê especial para coordenar ações de enfrentamento e acelerar obras de drenagem, contenção e monitoramento ambiental na capital.

O anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Pimentel nesta segunda-feira (1º). Segundo a administração municipal, o grupo terá a missão de integrar diferentes secretarias para prevenir alagamentos, deslizamentos e outros impactos provocados pelo aumento das chuvas.

A formalização do comitê deve ocorrer por decreto municipal nos próximos dias.

Entre as principais medidas anunciadas estão novos parques-esponja, obras de macrodrenagem e sistemas de monitoramento climático. Ao todo, os investimentos previstos entre 2025 e 2028 chegam a R$ 501,5 milhões.

Um dos projetos em andamento é a bacia de contenção do Rio Mossunguê, no Campo Comprido, com capacidade para armazenar 29 mil metros cúbicos de água da chuva. Outro destaque são as estruturas no Rio Atuba, na região do Santa Cândida, que juntas devem comportar até 150 mil metros cúbicos.

As obras funcionam como reservatórios temporários para reduzir o risco de enchentes em períodos de chuva intensa.

Segundo a Prefeitura, Curitiba também ampliou ações de prevenção ambiental nos últimos meses. Desde 2025, mais de 221 mil árvores foram plantadas por meio do programa Meio Milhão de Árvores.

A cidade ainda aposta em tecnologia para monitorar impactos climáticos. Sistemas da Defesa Civil utilizam geolocalização para enviar alertas regionais à população pelos aplicativos Saúde Já, Curitiba App e Central 156.

O Ippuc também desenvolve estudos cruzando dados meteorológicos do Simepar com informações de trânsito e mobilidade para prever pontos de alagamento e falhas na infraestrutura urbana.

Especialistas alertam que o fenômeno El Niño de 2026 pode ser mais intenso que o normal. O aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico costuma provocar aumento das chuvas no Sul do Brasil, elevando o risco de enchentes e deslizamentos.

Fonte: Bem Paraná

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