Rio Bonito do Iguaçu foi a cidade mais impactada por tornado no Paraná (Foto: Jonathan Campos/AEN)

O Paraná foi o estado brasileiro que mais acumulou prejuízos financeiros provocados por desastres naturais entre 2013 e 2025. O dado faz parte de um levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que aponta perdas de R$ 131,32 bilhões em cidades paranaenses afetadas por eventos como excesso de chuvas, estiagem e seca.

O valor representa 16,7% de todos os prejuízos registrados no país no período. Segundo o estudo, os desastres naturais causaram impacto total de R$ 785,4 bilhões nos municípios brasileiros ao longo de 13 anos.

O Paraná aparece à frente do Rio Grande do Sul, que acumulou R$ 119,64 bilhões em prejuízos, e de Minas Gerais, com R$ 94,3 bilhões.

Entre os episódios mais graves registrados no estado está o tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu em novembro de 2025. O fenômeno chegou a registrar ventos de até 250 km/h e deixou seis mortos. De acordo com o levantamento, cerca de 90% das estruturas urbanas da cidade foram destruídas ou danificadas.

O estudo também destaca a crise hídrica enfrentada pelo Paraná entre 2020 e 2021, período marcado por seca severa e impactos no abastecimento de água e na produção agrícola.

Ao longo dos últimos 13 anos, os municípios paranaenses publicaram 1.190 decretos relacionados a desastres climáticos. Desse total, 983 foram motivados por eventos ligados ao excesso de chuva, como enchentes, enxurradas, alagamentos e tempestades.

A região Sul concentrou 41,5% dos decretos de emergência e calamidade pública por chuvas intensas no Brasil. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul somaram 9.496 registros desse tipo entre 2013 e 2025.

Além dos prejuízos financeiros, o levantamento aponta que os desastres afetaram mais de 4 milhões de pessoas no Paraná. Foram contabilizados 46 mortos, 20.630 desabrigados e 129.014 desalojados no período analisado.

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, afirmou que muitos municípios ainda enfrentam dificuldades para prevenção e recuperação após eventos climáticos extremos, principalmente por limitações orçamentárias e estruturais.

Fonte: Bem Paraná

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