O Litoral do Paraná está cheio de história e cultura. Antonina e Morretes permitem um reencontro com o passado pelas artes, monumentos e casarões.

Antonina já recebeu um show de Carmen Miranda, hospedou Dom Pedro II, Olavo Bilac e Santos Dumont, foi sede das indústrias Matarazzo, mandou pracinhas para a 2ª Guerra Mundial, acolheu Belarmino e Gabriela (autores da canção “As Mocinhas da Cidade”) e deu à luz Caetano Munhoz da Rocha, presidente do Paraná durante a República Velha. Pelas ruas da cidade ainda existe uma farmácia com PH e ainda o Pico Paraná, o mais alto do Sul do País (1.877 metros).

Morretes teve o primeiro Theatro do Estado e guarda um sino de Portugal na sua igreja matriz. O Centro da cidade também preserva os casarões de muitas beiras, que são aqueles prolongamentos de telhado sobre as paredes externas, que indica os ricos e suas casas com camadas para o lado de fora, ao contrário dos lares dos pobres.

Antonina e Morretes são separadas por pouco mais de 15 quilômetros. Ambas eram terras indígenas de matas e riachos praticamente intocados até a chegada dos primeiros povos portugueses e dos escravos da África, o que transformou a realidade desses locais.

Com o passar dos anos, essas cidades testemunharam o ciclo do ouro de aluvião e foram fundamentais para receber e escoar a produção de erva-mate, de madeira e do café. Atualmente participam dos ciclos da soja, do milho e das carnes– Morretes pelo trajeto do trem e Antonina pelo porto complementar à estrutura de Paranaguá.

ANTONINA – Antonina é uma cidade litorânea e portuária de 20 mil habitantes. Em 2012 foi tombada pelo Iphan por seus valores extemporâneos à humanidade. Os principais atrativos são o centro histórico, a estação ferroviária e a Ponta da Pita.
Os primeiros vestígios de ocupação na cidade são de 1648, ou seja, ela completará 372 anos em 2020, mas o município celebrará 223 anos, o aniversário de emancipação de Paranaguá. A cidade tem ainda a Igreja do Bom Jesus do Saivá construída entre 1789 e 1817 e a Igreja de Nossa Senhora do Pilar (matriz) construída no topo do Centro, na beira da baía de Antonina. A cidade também tem registros históricos de um pelourinho (local onde os escravos eram punidos) e já vivenciou a separação dos negros e dos brancos por um portão no marco zero da Serra da Graciosa. Há, ainda, um chafariz presenteado por uma família de Santos e uma boca maldita, onde figurava a antiga rodoviária, e que atualmente serve para os locais narrarem causos da vida alheia. Paralelamente, em direção ao mar, estão a casa de Caetano Munhoz da Rocha, a prefeitura municipal que hospedou Dom Pedro II, Olavo Bilac e Santos Dumont.

MORRETES – Um tour pelo Centro de Morretes também é repleto de histórias, com seus casarões, museus e comércios. A cidade tem cerca de 18 mil habitantes tem o Rio Nhundiaquara no seu coração e o Marumbi ao fundo. Morretes foi fundada em 1733 às margens da baía de Paranaguá. A estação ferroviária que recebe a maioria dos turistas é de 1885 e a rua das flores, no calçadão, onde Dom Pedro II também já se hospedou e onde ficava o primeiro telégrafo da cidade, é o marco de encontro de turistas de todos os cantos do mundo.
Morretes teve o primeiro Theatro do Estado, em um prédio construído no início do século 19 e destruído por um incêndio em 1930 – e onde funcionou o primeiro cinema da cidade.

Fonte: AEN

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