A Prefeitura de Curitiba enviou à Câmara Municipal o projeto de lei que dá reajuste de 4,58% aos servidores municipais. O índice repõe a inflação oficial (IPCA) de outubro de 2025 a setembro de 2026 e vale para servidores ativos, aposentados, pensionistas e outros agentes públicos do município. O projeto ainda não tem data para ser votado.
Quem recebe e a partir de quando
- O reajuste vale a partir de 1º de novembro de 2026. Se for pago depois, a diferença sai de forma retroativa.
- Ficam de fora os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, cujo salário é atrelado ao piso nacional.
- Professores da Educação Infantil terão regra própria: a diferença em relação ao piso nacional do magistério será paga como complemento no mês em que o reajuste for aplicado.
- Conselheiros tutelares passam a ter subsídio mensal de R$ 7.201,42, também com correção anual de 4,58%.
Quanto custa
A Prefeitura estima impacto de R$ 55,2 milhões no período inicial, R$ 333,6 milhões em 2027 e R$ 348,2 milhões em 2028. A projeção de gasto com pessoal é de R$ 5,34 bilhões em 2026, o equivalente a 40% da Receita Corrente Líquida, subindo para 41,27% em 2027 e 41,43% em 2028. O limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal para o município é de 50%.
Próximos passos
O texto precisa passar pelas comissões e pelo plenário da Câmara antes de ir à sanção do prefeito Eduardo Pimentel. Até a publicação desta matéria, os sindicatos dos servidores municipais não haviam se manifestado publicamente sobre o índice proposto.
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Fonte: projeto de lei da Prefeitura de Curitiba, via RIC.




