Quem mora em Curitiba ainda tem poucos dias para dar sua opinião sobre o futuro da cidade. A consulta pública online do novo Plano Diretor segue aberta até 15 de novembro, e a Câmara Municipal já marcou as duas votações do projeto: 2 e 14 de dezembro.
A última audiência pública antes da votação aconteceu na quarta-feira (4), na Câmara, reuniu cerca de 150 pessoas e durou mais de quatro horas. O plano define as diretrizes de crescimento de Curitiba até 2050.
Como participar
- A consulta online fica aberta até o dia 15 de novembro.
- O projeto e os documentos relacionados estão na página especial do Plano Diretor, no site da Câmara Municipal de Curitiba.
- Sugestões também podem ser enviadas durante a tramitação, mesmo depois da audiência.
O que pode mudar
O plano atual tem 194 artigos. O substitutivo em análise tem 355. Entre as principais mudanças previstas estão:
- Macrozoneamento: o território seria dividido em dez macroestratégias, sendo seis urbanas e quatro ambientais. Elas indicam se cada área deve ser adensada, transformada, qualificada, recuperada ou protegida.
- Coeficiente estratégico: um novo instrumento liga o potencial de construção de um projeto a contrapartidas de interesse público, como sustentabilidade ou moradia acessível perto do transporte.
- Região metropolitana e participação popular: o texto reforça a integração com as cidades vizinhas e a participação da população.
Atenção: os limites de construção de cada região não estão no Plano Diretor. Eles serão definidos numa futura revisão da Lei de Zoneamento.
O que o público cobrou na audiência
Transporte coletivo, ciclovias e tarifa, arborização e adaptação ao clima, metas de redução de lixo e compostagem, cotas de moradia popular e áreas de ocupação irregular, além de regras para a indústria e critérios de segurança sísmica foram alguns dos temas levantados.
O processo participativo começou em abril de 2025 e já reuniu cerca de 9 mil contribuições, em quase 90 atividades.
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Fonte: Tribuna do Paraná, com informações da Câmara Municipal de Curitiba.




