
O vereador Lórens Nogueira pediu desligamento da presidência do Conselho de Ética da Câmara Municipal de Curitiba após virar alvo de uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado por suspeita de rachadinha.
O pedido foi encaminhado à Mesa Diretora da Câmara nesta terça-feira. Com a saída, um novo presidente do conselho deverá ser eleito nos próximos dias.
Lórens Nogueira foi alvo da Operação Déjà-vu, deflagrada pelo Ministério Público do Paraná. A investigação apura supostos crimes de peculato e rachadinha, prática em que assessores devolvem parte dos salários a parlamentares.
Durante a operação, o Gaeco cumpriu 13 mandados de busca e apreensão. Segundo os investigadores, foram apreendidos cerca de R$ 118 mil em dinheiro, além de documentos e equipamentos eletrônicos.
De acordo com o Ministério Público, a investigação identificou repasses mensais de valores supostamente ligados ao esquema. Um vídeo obtido pelos investigadores mostraria o vereador recebendo R$ 5,6 mil em espécie em uma entidade assistencial da região do Xaxim.
A defesa do parlamentar afirmou que ainda não teve acesso completo aos autos da investigação e reforçou o direito à ampla defesa e à presunção de inocência. Ainda na noite desta terça-feira, advogados que representavam o vereador deixaram o caso.
Em nota, a Câmara de Curitiba informou que colaborou com o cumprimento da operação e permanece à disposição das autoridades.
Fonte: Bem Paraná
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