
A Prefeitura de Curitiba realizou 78 internações involuntárias de pessoas em situação de rua entre janeiro e abril deste ano. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 7 de maio, e fazem parte da política municipal de atendimento a casos considerados graves envolvendo dependência química e transtornos de saúde.
Segundo a administração municipal, a internação involuntária só ocorre após avaliação médica e em situações em que há risco à vida da própria pessoa ou de terceiros. A decisão é tomada exclusivamente pelo profissional de saúde responsável pelo atendimento.
Além das internações involuntárias, Curitiba registrou no mesmo período 35 internações voluntárias e duas compulsórias, determinadas pela Justiça.
A Prefeitura informou que um comitê formado por representantes da Saúde, Fundação de Ação Social (FAS) e Secretaria de Desenvolvimento Humano acompanha os casos periodicamente para definir encaminhamentos e estratégias de reinserção social.
O município também ampliou a oferta de acolhimento em comunidades terapêuticas para pessoas em recuperação da dependência química. Atualmente, Curitiba e cidades da Região Metropolitana contam com vagas distribuídas em dez instituições conveniadas, com capacidade para até 178 acolhimentos mensais.
De acordo com a gestão municipal, o trabalho de identificação das pessoas em situação de vulnerabilidade ocorre principalmente por meio das equipes de abordagem social da FAS. Entre janeiro e abril, foram registradas 17.569 abordagens nas ruas da capital, média de 146 por dia.
As equipes atuam em regiões de maior circulação e também atendem chamados feitos pela população por meio da Central 156.
Fonte: Band Paraná
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