Fábio Monroe, diretor das Botas Vento: marca curitibana atende todo o Brasil e agora começa a se internacionalizar (Foto: Franklin de Freitas)

Uma marca que nasceu de improviso no fundo de um quintal no Boqueirão, em Curitiba, agora se prepara para ganhar o mundo. A Vento, fabricante de botas técnicas, iniciou um processo de internacionalização após décadas consolidada no mercado brasileiro.

A história da empresa começa nos anos 1990, quando o montanhista Fábio Monroe, sem recursos para comprar equipamentos, passou a produzir seus próprios itens. Primeiro vieram um saco de dormir e uma cadeirinha de escalada. Depois, quase por acaso, surgiram as primeiras botas.

O início foi marcado por improviso e dificuldades. Após vender os primeiros pares, Monroe enfrentou problemas com a qualidade dos produtos e precisou assumir o prejuízo. Sem fornecedor e sem estrutura, decidiu aprender a fabricar os calçados por conta própria, dando origem ao que viria a ser a empresa.

A produção começou de forma artesanal, com equipamentos simples e apoio de conhecidos. Com o tempo, o negócio cresceu e chegou a empregar cerca de 15 pessoas. Uma crise no início dos anos 2000 interrompeu as atividades, mas o projeto foi retomado alguns anos depois com um novo posicionamento voltado ao público do montanhismo.

A marca passou por uma mudança importante em 2013, após disputa judicial pelo nome original. Foi nesse contexto que surgiu a Vento, consolidando uma nova fase do negócio.

Hoje, a empresa aposta em tecnologia e estudos biomecânicos para desenvolver calçados com foco em conforto. Pesquisas sobre o formato do pé do brasileiro e parcerias com especialistas ajudaram a aprimorar os produtos ao longo dos anos.

Nos últimos anos, a atuação foi ampliada com a criação de uma linha voltada ao setor militar, fornecendo botas e uniformes para forças de segurança e resgate em diferentes estados.

Agora, o foco está no exterior. A empresa já desenvolveu modelos para uso internacional e busca novos contratos fora do país. A estratégia é ampliar a presença global nos próximos anos, mantendo a base produtiva em Curitiba.

Fonte: Bem Paraná

RECOMENDADOS: