
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta quinta-feira (26), um pedido para investigar declarações do senador Sergio Moro (PL-PR). A solicitação inclui a possibilidade de inserção do parlamentar no chamado inquérito das milícias digitais. O órgão tem prazo de cinco dias para se manifestar.
A iniciativa partiu do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que acionou a Corte após declarações feitas por Moro no início da semana. Após o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, caberá a Moraes decidir sobre eventuais desdobramentos do caso.
Pré-candidato ao governo do Paraná, Moro afirmou, sem apresentar provas, que o resultado das eleições de 2022 — vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL) — não teria sido legítimo. A declaração foi feita durante evento de filiação ao Partido Liberal.
Na ocasião, o senador também criticou o atual governo federal, sugerindo que o presidente estaria alinhado a criminosos e minimizaria a gravidade de delitos. O evento contou com a presença de lideranças do partido, como o senador Flávio Bolsonaro e o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto.
No pedido encaminhado ao STF, Lindbergh argumenta que questionamentos reiterados sobre a legitimidade do pleito de 2022 extrapolam o debate político e produzem efeitos institucionais, ao alimentar narrativas de fraude e desconfiança no sistema eleitoral.
Entre os pontos apresentados, o parlamentar solicita que o Supremo avalie a conexão entre as declarações de Moro e o inquérito das milícias digitais, que investiga a disseminação de desinformação e ataques às instituições democráticas.
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