O Paraná enfrenta um aumento preocupante nos casos de incêndios florestais à medida que se aproxima o fim do outono e o início do inverno. Este ano já registrou quase 4 mil ocorrências apenas nos primeiros cinco meses, superando a quantidade total de incidentes de todo o ano passado, que foi pouco mais de 5,5 mil, de acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná.
As condições atuais mostram um alto risco de incêndios em quase todo o estado, conforme indicado pelo mapa de risco do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). O mapa classifica as áreas com alto risco em laranja, apenas um nível abaixo do vermelho, que indica um risco muito alto.
Campanha de prevenção e combate a incêndios florestais
Em resposta a essa situação, foi lançada na terça-feira a Campanha Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais 2024. A campanha, sob o slogan “Unidos na prevenção aos incêndios florestais-Somos guardiões da floresta”, visa distribuir materiais gráficos e digitais para conscientizar a população sobre os danos causados pelos incêndios e as ações que podem provocá-los.
O coronel Antonio Geraldo Hiller Lino, subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, destacou que mais de 50 mil atendimentos relacionados a incêndios foram registrados entre 2019 e 2023, com a maior incidência nas regiões Norte, Noroeste e Central do estado.
Causas dos incêndios florestais
Os incêndios podem ser desencadeados por fatores naturais, como raios, mas são majoritariamente provocados por atividades humanas. O descarte irregular de bitucas de cigarro, fogueiras de acampamento mal apagadas, e o uso de balões de ar quente são algumas das principais causas antrópicas.
Campanha contra o fumo em Curitiba inclui cigarros eletrônicos
Paralelamente, a Prefeitura de Curitiba está intensificando seus esforços contra o tabagismo. Uma nova campanha educativa foi lançada em alusão ao Dia Mundial sem Tabaco, destacando a inclusão dos cigarros eletrônicos na lei municipal antifumo. Segundo a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella, esses dispositivos, que não foram autorizados pela Anvisa, são tão prejudiciais quanto os cigarros tradicionais.
A campanha contará com painéis digitais, TV nos ônibus, e materiais impressos distribuídos pelos distritos sanitários. O objetivo é reduzir ainda mais o número de fumantes na cidade, que já viu uma diminuição significativa de 20,2% em 2011 para 11,3% em 2021.
Estas iniciativas são parte de um esforço contínuo para proteger os cidadãos e o meio ambiente do Paraná, destacando a importância da prevenção e da responsabilidade coletiva no combate aos incêndios florestais e ao consumo de tabaco.
Fonte: Bem Paraná




