Colaboração

A cabeleireira Paola Bratch, protestou contra o lockdown da bandeira vermelha que atingiu em cheio seu estabelecimento. Curitiba adota duras medidas de isolamento social contra a pandemia de coronavírus (covid-19) e decretou o fechamento de comércios e serviços. O decreto municipal mantém fechado o salão de beleza onde ela trabalha, em um shopping do Centro Cívico, e ela foi cortar o cabelo dos clientes dentro de um biarticulado da linha Santa Cândida-Capão Raso.

Ela decidiu fazer isso porque o salão está fechado já faz um mês e a cabeleireira acha injusto o ônibus poder circular lotado e o salão de beleza e outras pequenas empresas não serem autorizadas a funcionar.

Para ela, se o governo autoriza o funcionamento dos ônibus, é porque não há risco de contágio dentro deles. “Se o salão não é seguro o suficiente, com o shopping fazendo higienização a cada meia hora, então posso posso trabalhar dentro de um ônibus, já que, aqui sim, é seguro”, disse.

Paola Bratch aponta o risco de contágio que existe nos ônibus. “A cidade tem um alto número de contaminação pelo coronavírus. Como é que pode os ônibus estarem lotados? A vida humana tem que estar em primeiro lugar”, disse.

A polêmica envolvendo os ônibus se acirrou em Curitiba após decisão do TCE de mandar suspender o funcionamento da frota em Curitiba devido a estudos que demonstram que seria um principais focos de contágio. A Prefeitura, na oportunidade, recorreu da decisão na Justiça e conseguiu manter o transporte coletivo funcionando.

Com informações da Tribuna

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