O fortalecimento do fenômeno El Niño deve provocar mudanças significativas no clima do Paraná nos próximos meses. A Organização Meteorológica Mundial, agência ligada à ONU, informou nesta sexta-feira, 3 de julho, que o fenômeno deve ganhar intensidade rapidamente até setembro e atingir categoria forte, elevando o risco de eventos climáticos extremos em diferentes partes do planeta.
No Paraná, os primeiros reflexos já devem ser percebidos ao longo de julho. Segundo o meteorologista Reinaldo Kneib, do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, as projeções dos principais centros internacionais indicam volumes de chuva acima da média no estado até dezembro.
Além do aumento das precipitações, o El Niño também favorece a ocorrência de tempestades mais intensas e períodos de calor acima do normal. A Organização Meteorológica Mundial alerta que o fenômeno deve contribuir para novos recordes de temperatura em escala global durante o segundo semestre.
O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial apresentam aquecimento acima da média, alterando a circulação dos ventos e influenciando o regime de chuvas e temperaturas em diversas regiões do mundo. Normalmente, o fenômeno dura entre nove e doze meses, alcançando o pico entre novembro e janeiro.
A agência da ONU afirma que as condições do El Niño já estão estabelecidas no Pacífico tropical e que os modelos climáticos apresentam elevado grau de confiança na intensificação do fenômeno entre julho e setembro. A expectativa é de que ele continue ganhando força durante a primavera.
Para o Paraná, o cenário exige atenção principalmente por causa da possibilidade de chuvas frequentes e acumulados elevados, situação que pode aumentar o risco de alagamentos, enxurradas e outros transtornos em diferentes regiões do estado.
Fonte: Bem Paraná
