O registro de 5,6ºC em General Carneiro, no Paraná, a poucos dias do início do verão de 2025 reacendeu uma pergunta comum entre moradores da capital: afinal, ainda é possível nevar em Curitiba? A onda de frio fora de época chamou atenção no estado e trouxe de volta o imaginário curitibano sobre o fenômeno climático mais raro da região.
Apesar da queda expressiva nas temperaturas, especialistas indicam que frio intenso por si só não basta para provocar neve. Para que o fenômeno aconteça, é necessária a combinação entre ar muito gelado em diferentes camadas da atmosfera e umidade suficiente para formação de precipitação congelada.
Em Curitiba, episódios históricos de neve ou chuva congelada sempre foram incomuns. A altitude da cidade e a posição geográfica favorecem geadas e madrugadas geladas, mas normalmente não reúnem todos os fatores necessários para neve frequente. Quando ocorre, o fenômeno costuma atingir áreas mais elevadas do Sul do Brasil.
O frio registrado em dezembro de 2025 foi resultado da entrada de uma massa de ar polar logo após a passagem de uma frente fria. Mesmo com temperaturas abaixo do padrão para a época, a tendência indicada pelos meteorologistas era de elevação gradual dos termômetros nos dias seguintes.
Na prática, o episódio mostra que Curitiba segue sujeita a extremos térmicos e mudanças bruscas de tempo, inclusive fora de estação. Mas ver neve na capital continua sendo possibilidade remota e dependente de uma combinação meteorológica rara.
Enquanto isso, o curitibano segue fazendo o que conhece bem: tirar casaco do armário em qualquer mês do ano.
Fonte: Bem Paraná




