Mesmo após decisão da Justiça que considerou a paralisação ilegal, profissionais da educação da rede municipal iniciaram greve na manhã desta quarta-feira, 8 de abril, em Curitiba. A mobilização impactou o funcionamento de escolas e Centros Municipais de Educação Infantil, com suspensão parcial de aulas em algumas unidades.
A adesão total ainda não foi oficialmente divulgada, mas há registro de funcionamento parcial em diversas escolas. Em alguns casos, professores que não aderiram precisaram unificar turmas para manter o atendimento aos alunos.
O secretário municipal da Educação, Paulo Schmidt, afirmou que cerca de 95% das unidades seguem abertas. Segundo ele, a prefeitura colocou em prática um plano para reduzir os impactos da paralisação e manter o atendimento. A expectativa da administração é de normalização já a partir de quinta-feira, 9 de abril.
A greve ocorre mesmo após liminar do Tribunal de Justiça do Paraná que classificou o movimento como abusivo. A decisão prevê multa diária de R$ 100 mil ao sindicato que representa o magistério, além do desconto dos dias parados. Outra decisão judicial também proibiu a participação de servidores de outro sindicato da categoria, com multa adicional em caso de descumprimento.
Apesar disso, os sindicatos mantiveram a paralisação. Entre as principais reivindicações estão a falta de profissionais nas escolas, sobrecarga de trabalho, problemas estruturais nas unidades, falhas na inclusão de alunos com necessidades especiais e desvalorização da carreira.
Na manhã desta quarta-feira, professores se concentraram na Praça 19 de Dezembro, no Centro, e seguiram em caminhada em direção à Prefeitura de Curitiba. A categoria já estava em estado de greve desde novembro de 2025.
Em nota, a prefeitura informou que segue aberta ao diálogo e destacou medidas adotadas recentemente, como a contratação de cerca de 1,2 mil profissionais e avanços na carreira dos servidores.
Fonte: g1 Paraná




