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Curitiba pode transferir abrigos para população de rua para áreas fora do centro, prevê projeto em debate

Curitiba pode transferir abrigos para população de rua para áreas fora do centro, prevê projeto em debate

Foto: Aniele Nascimento.

Um projeto de lei em discussão na Câmara Municipal de Curitiba propõe a retirada gradual das unidades de acolhimento para pessoas em situação de rua da região central e de outros bairros, com transferência desses serviços para áreas rurais ou até para municípios vizinhos.

A proposta é de autoria do vereador Da Costa e tramita há cerca de um ano no Legislativo. Recentemente, o texto recebeu um substitutivo geral e segue em análise na Comissão de Constituição e Justiça, que avalia a legalidade da medida.

O projeto cria a chamada Política de Reintegração, Interdição, Trabalho e Assistencialismo Limitado. A iniciativa prevê uma triagem das pessoas atendidas, com classificação em diferentes perfis, como reabilitação, interdição e inserção no mercado de trabalho. A partir disso, cada caso teria um encaminhamento específico, incluindo acesso prioritário a programas habitacionais, cursos profissionalizantes e possibilidade de retorno à cidade de origem.

Entre os instrumentos previstos estão a possibilidade de internação compulsória, mediante laudo médico e decisão judicial, além de incentivos para empresas que contratarem pessoas em processo de reintegração social.

Um dos pontos centrais do texto está no artigo que determina a desativação progressiva das unidades de acolhimento hoje instaladas em áreas urbanas, especialmente no centro da cidade. A proposta é transferir esses serviços para regiões rurais. Curitiba, no entanto, não possui zona rural oficialmente definida desde o Plano Diretor de 2000, embora ainda existam áreas com características mais afastadas e presença de atividades agrícolas, como nos bairros Umbará, Augusta, CIC, Butiatuvinha, Lamenha Pequena e Riviera.

O texto também abre a possibilidade de que essas unidades sejam levadas para outros municípios, por meio de convênios.

Na justificativa, o autor afirma que a medida busca reduzir a concentração de pessoas em situação de vulnerabilidade no centro e combater problemas associados, como o tráfico de drogas. Segundo ele, a presença de abrigos em áreas centrais acaba funcionando como ponto de atração, facilitando a atuação de traficantes nas proximidades.

A proposta ainda deve passar por outras comissões antes de ser votada em plenário.

Fonte: bemparana.com.br

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