Os visitantes do Jardim Botânico de Curitiba não apreciam apenas suas famosas estufas e flores, mas também uma coleção científica especial chamada Campos Curitibanos, que abriga vegetação milenar do período geológico Pleistoceno, conhecido como Era do Gelo. Esse ecossistema raro, que existia antes mesmo das florestas de araucárias, é preservado no local e, no final de 2024, foi reconhecido pela Rede Brasileira de Jardins Botânicos (RBJB), recebendo o primeiro lugar no II Prêmio Helena Quadros, na categoria Ações Conservacionistas.
O projeto, idealizado pelo engenheiro florestal Sacha Lubow, visa preservar espécies típicas da região, algumas ameaçadas de extinção. O local também serve como área de pesquisa científica, especialmente no estudo da fauna associada, liderado pela bióloga Maristela Zamoner, que identificou 358 espécies de borboletas. “Onde há borboletas, há muitos outros seres vivos, e esse trabalho inédito mostra a importância da conservação ambiental em Curitiba”, explicou a bióloga.
Com cerca de mil metros quadrados, o espaço é aberto à visitação e conta com uma trilha ecológica que exibe plantas nativas, como guabiroba do campo e araçá, além de ervas medicinais como marcela e carqueja.
Fonte: Tribuna PR




