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Fraude em Curitiba: homens correm no lugar das esposas e corrida terá novo resultado

Fraude em Curitiba: homens correm no lugar das esposas e corrida terá novo resultado

Janaína Degraf participa da Infantaria Night Run: por conta de possíveis fraudes, ela só foi saber agora o resultado da corrida que ocorreu no começo do mês (Foto: Arquivo Pessoal)

A última edição da Infantaria Night Run, realizada no dia 3 de agosto em Curitiba, foi marcada por um desfecho inusitado. A divulgação dos resultados da corrida, que normalmente segue um protocolo bem estabelecido, teve que ser adiada devido a inconsistências detectadas pela organização. O evento, que reuniu cerca de 1.500 participantes, acabou com 140 corredores desclassificados após uma auditoria meticulosa.

Janaína Degraf, que conquistou o primeiro lugar na categoria de 10 km feminino, só recebeu a confirmação de sua vitória uma semana após a competição. “Muitos homens acharam romântico correr com o chip de suas amadas para dar o pódio a elas. Mas dessa vez, o ‘amor’ não venceu”, desabafou Janaína nas redes sociais.
Entendendo o Problema

O proprietário da Kenya Sports, Willian Ribas, explicou que o evento foi originalmente planejado para maio, mas teve que ser adiado para agosto devido às chuvas no Rio Grande do Sul. “Fizemos tudo tranquilamente e já fomos colocando no sistema, então para nós estaria tudo okay”, disse Ribas.

No entanto, momentos antes da largada, Ribas se viu obrigado a relembrar os participantes sobre as regras. “Eu falei no microfone ‘pessoal, não corra com o número de outra pessoa. Homem, não corra com o número de mulher’”, recordou ele. Apesar dos avisos, as incongruências nos resultados surgiram rapidamente após a corrida, com 80 homens sendo desclassificados por correrem com chips femininos e 60 corredores desclassificados por alterarem as distâncias que haviam se inscrito para correr.
Ação Rápida e Resultado Final

“Começamos a pegar as fotos do pessoal correndo, os vídeos deles na chegada e batia com a numeração. Aí começamos a perceber que tinha homem correndo com o cadastro de mulher”, contou Ribas. Esta auditoria revelou mais do que apenas homens usando chips femininos; também identificou corredores que mudaram de ideia sobre a distância a ser percorrida no meio do evento, sem notificar a organização.

O resultado da auditoria não apenas corrigiu os rankings, mas também destacou a importância da ética esportiva. Willian Ribas enfatizou que a situação não foi uma tentativa de fraude com má intenção, mas uma questão de cultura e conscientização.

Janaína, por sua vez, celebrou não apenas a vitória, mas a integridade dos organizadores: “Fiquei triste de saber que tem gente tão mal intencionada a ponto de trapacear numa atividade tão divertida. Mas também fiquei impressionada com a lisura dos organizadores de suspender a premiação do evento e a coragem de auditar o resultado. Isso me anima a continuar correndo”, afirmou.

Este evento serve como um lembrete valioso sobre a importância de seguir as regras e manter a honestidade em eventos esportivos, garantindo assim a justiça e o respeito entre os competidores.

Fonte: Bem Paraná

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