Julho é um mês especial para os entusiastas da astronomia, com fenômenos celestes marcantes adornando o céu. Um dos destaques é o retorno do cometa 13P/Olbers, visível apenas uma vez a cada 69 anos. Este cometa atingirá seu ponto de brilho máximo no dia 6 de julho, podendo ser observado com binóculos no início da noite na constelação de Lince. Embora as regiões Norte e Nordeste do Brasil tenham maior chance de visibilidade, em Curitiba as expectativas são reduzidas devido à previsão de céu encoberto.
Segundo o meteorologista Samuel Braun, do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), uma frente fria que avança na sexta-feira, 5 de julho, trará um aumento de nuvens sobre a região leste, entre Curitiba e o litoral. “Essas condições são causadas pela mudança na direção dos ventos, que passam a soprar do quadrante leste, transportando umidade do oceano,” explica Braun. Isso pode obscurecer ainda mais as chances de observar o cometa na capital paranaense.
Chuva de meteoros Delta Aquáridas em julho
Para os amantes do céu noturno, julho ainda reserva a chuva de meteoros Delta Aquáridas, que alcança seu pico no final do mês, no dia 31, mas já será visível a partir do dia 12. Esta chuva de meteoros é originada pelos detritos deixados por um cometa ainda não identificado pela ciência. Ela é assim chamada devido à sua proximidade com a estrela Delta Aquarii, na constelação de Aquário, e é mais visível entre julho e agosto.
Para aqueles em Curitiba que desejam observar esses fenômenos, a recomendação é buscar locais com pouca iluminação artificial e acompanhar as previsões meteorológicas para aproveitar brechas entre as nuvens. Fique atento também às atualizações de condições climáticas que podem melhorar a visibilidade dos fenômenos celestes.
Fonte: Bem Paraná




