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CNJ pede explicações sobre “grampo ilegal” em cela de doleiro preso na Lava Jato

CNJ pede explicações sobre “grampo ilegal” em cela de doleiro preso na Lava Jato

O doleiro Alberto Youssef mostra os grampos que gravavam as conversas em sua cela

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), sob a liderança do corregedor nacional Luis Felipe Salomão, emitiu um prazo de 15 dias para que a 13ª Vara Federal de Curitiba esclareça as circunstâncias de uma suposta escuta ilegal encontrada na cela do doleiro Alberto Youssef, figura central na operação Lava Jato. O dispositivo de gravação teria sido identificado na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

Esta intimação surge após alegações de que gravações ilegais foram realizadas na cela de Youssef, com gravações que remontam a 2014. A revista Veja divulgou que o ex-doleiro conseguiu novas evidências que apontam para o uso de grampos ilegais pela PF durante sua prisão.

A demanda do CNJ tem potencial para influenciar outros casos ligados à operação Lava Jato, visto que a colaboração de Youssef foi uma das mais significativas para os desdobramentos em Curitiba. O corregedor Salomão especificou que as irregularidades investigadas não estão associadas ao ex-titular da 13ª Vara, Eduardo Appio, mas a outros magistrados que atuaram na vara.

Appio, porém, foi mencionado no pedido de providências por ter sido o juiz responsável na época do suposto grampo, e por ter reaberto investigações sobre crimes anteriormente atribuídos a supostas fraudes na condução do processo da Lava Jato.

Em 22 de maio de 2023, Appio já havia solicitado que a superintendência da PF no Paraná iniciasse um inquérito para investigar a alegada escuta ilegal. O prazo estabelecido agora pelo CNJ pressiona para uma resolução rápida e esclarecimento completo sobre a legalidade das ações tomadas na custódia de Youssef, um caso que segue despertando debates sobre a ética e legalidade nas operações de grande visibilidade.

Fonte: Poder 360

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