Após uma breve paralisação que começou na última segunda-feira (3), professores e funcionários das escolas públicas do Paraná decidiram encerrar a greve. A decisão foi tomada em uma Assembleia Estadual Extraordinária da APP-Sindicato, na noite de quarta-feira (5), após um acordo com o governo estadual.
Embora a greve tenha sido suspensa, a categoria mantém um “estado de greve”, o que significa que eles continuam mobilizados contra a terceirização do projeto de repasse da administração de 200 colégios para a iniciativa privada. Este acordo inclui também o compromisso do governo de atender outras pautas prioritárias para os trabalhadores da educação.
O Ministério Público do Trabalho e o Tribunal de Justiça do Paraná estão envolvidos no processo e mediarão o diálogo continuado entre o sindicato e o governo. Duas audiências de conciliação já estão agendadas para os dias 7 e 10 de junho, conforme reportado pela RICtv.
Em um desenvolvimento controverso, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) havia solicitado a prisão de Walkiria Olegario Mazeto, presidente da APP-Sindicato, na noite anterior ao acordo. A PGE acusou a líder sindical de desobediência, referente a uma decisão do Tribunal de Justiça do Paraná que havia determinado a suspensão da greve e estabelecido uma multa diária em caso de descumprimento.
A desembargadora Dilmari Helena Kessler destacou em sua decisão que o sindicato deveria evitar movimentos grevistas até que um plano de manutenção das atividades educacionais fosse apresentado. A sindicalista Walkiria Olegario reagiu ao pedido de prisão, descrevendo-o como “absurdo” e uma “prática anti-sindical”.
Este episódio destaca a tensão entre o sindicato e o governo do estado, enquanto os professores buscam condições de trabalho mais favoráveis e lutam contra a privatização da educação pública.
Fonte: RIC




