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Greve de professores reúne 20mil pessoas em Curitiba

Greve de professores reúne 20mil pessoas em Curitiba

Manifestantes começaram a se reunir na Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba, às 8h – Foto: Ernani Ogata

A cidade de Curitiba presenciou um protesto massivo nesta segunda-feira, quando cerca de 20 mil professores, estudantes e servidores da educação se reuniram na Praça Santos Andrade desde as 8 horas da manhã. O motivo da manifestação é a oposição ao controverso projeto de lei que propõe a terceirização da gestão de escolas estaduais no Paraná, o que poderia afetar diretamente 200 colégios e cerca de 175 mil estudantes.

Os manifestantes, liderados pela APP-Sindicato, marcharam até a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para acompanhar a votação do projeto. A presidente do sindicato, expressando a magnitude do evento, afirmou que aproximadamente 20 mil pessoas participaram do ato. A Polícia Militar do Paraná aumentou o policiamento na região para garantir a ordem pública e o direito à manifestação pacífica.

O governo defende que o programa Parceiro da Escola visa melhorar a qualidade do ensino e a eficiência na gestão escolar, e que sua implementação será precedida por uma consulta pública. No entanto, os professores e a oposição veem isso como uma privatização da educação pública, com riscos significativos para a qualidade e a acessibilidade da educação.

A greve desafiou uma decisão judicial do Tribunal de Justiça do Paraná que tentou suspender o início da paralisação, impondo uma multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. No entanto, a APP-Sindicato continua firme na greve, argumentando que as demandas da categoria, incluindo o reajuste salarial de 3,69% e a recuperação das perdas salariais, justificam a mobilização.

Deputados da bancada de oposição na Alep até tentaram um mandado de segurança para suspender a tramitação do projeto, mas o presidente do tribunal negou o pedido no domingo. Enquanto isso, a Seed-PR alerta que as faltas de professores e funcionários serão descontadas, e diretores devem reportar quaisquer ausências, sublinhando a importância de manter o cronograma escolar.

Neste cenário de intensa disputa política e social, a greve dos servidores da educação no Paraná não tem previsão de término, e a comunidade escolar se mantém em alerta enquanto aguarda os próximos desdobramentos da legislação e das negociações.

Fonte: Banda B

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