O Procon-PR está investigando um possível aumento abusivo nos preços do arroz em Curitiba, seguindo as recentes enchentes que afetaram a produção no Rio Grande do Sul, o maior produtor de arroz do Brasil. O preço médio do saco de 1kg de arroz branco teve uma elevação significativa nos últimos dias, saltando mais de R$ 2 em apenas dez dias, com o preço mais alto registrado no aplicativo Menor Preço, do Governo do Estado, chegando a R$ 9,99.
Esse aumento chamou a atenção das autoridades, especialmente porque o Rio Grande do Sul, que enfrenta severas enchentes, fornece entre 7 e 8 milhões das 10,5 milhões de toneladas de arroz produzidas anualmente no país. O impacto das cheias sobre a produção tem repercussões diretas nos preços ao consumidor final.
No dia 15 de maio, a Secretaria da Justiça e Cidadania, através da Coordenação Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor, emitiu uma recomendação administrativa para evitar o aumento injustificado dos preços dos produtos da cesta básica. Segundo dados do aplicativo Menor Preço, os preços do arroz branco em Curitiba variavam de R$ 1,29 a R$ 7,00 dez dias atrás, mas agora oscilam entre R$ 1,86 e R$ 9,99.
Claudia Silvano, diretora do Procon-PR, afirmou que o órgão está exigindo esclarecimentos dos comerciantes, solicitando notas fiscais de compra e venda para investigar se houve um aumento nos preços de aquisição que justifique os valores cobrados ao consumidor. A diretora reiterou que as ações do Procon podem ser motivadas tanto por denúncias dos consumidores quanto por iniciativa própria do órgão.
A Associação Paranaense de Supermercados, por sua vez, esclareceu que os estoques e a comercialização dependem da administração de cada empresa, indicando uma variabilidade nos preços que pode não estar diretamente ligada às questões de oferta e demanda generalizadas.
Com o cenário atual, o Procon-PR permanece vigilante para assegurar que não ocorram abusos que prejudiquem os consumidores paranaenses, mantendo o equilíbrio necessário entre oferta e demanda em um período economicamente sensível para muitos.
Fonte: Tribuna




