Pacientes e familiares que buscaram atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Curitiba enfrentaram uma realidade difícil entre a noite de quinta-feira (11) e a madrugada de sexta-feira (12). Relatos de superlotação e filas extensas, com pessoas aguardando por horas em recepções e até áreas externas, marcaram a situação nas unidades de saúde.
Uma das pacientes, em estado terminal, aguardou por um longo período sentada em uma cadeira, sofrendo com dores intensas. “Minha irmã está amarela, faz dias que não se alimenta, e o atendimento é passado de um médico para outro. É uma situação desumana”, desabafou a irmã da paciente.
“Minha irmã está sentada em uma cadeira com muita dor no corpo. Em fase terminal, ela chega a estar amarela, faz muitos dias que ela não se alimenta. Um médico joga para o outro. É triste ver uma coisa dessa. Não é assim, é um ser humano, ainda tem vida ali, a última palavra é de Deus, não é do médico […] Diz que é cidade do primeiro mundo, Curitiba, mas não tem uma saúde que presta, cadê a saúde pública? Está nota zero isso daqui!”, desabafou a irmã de uma paciente.
Outra paciente, Letícia, da UPA do Boa Vista, esperou aproximadamente 10 horas por atendimento. Sofrendo de crise renal, ela foi alocada em uma cadeira plástica, sem conforto. “A dor é horrível, e mesmo na emergência a espera é longa, com todas as salas cheias”, relatou Letícia.
Plano de Contingência em Curitiba
Diante dessa crise, a secretária municipal de Saúde, Beatriz Battistella Nadas, anunciou a implementação de um plano de contingência. Segundo a secretária, a alta demanda é atribuída principalmente a casos de doenças respiratórias e dengue, além de um aumento de 10% nos acidentes de trânsito no primeiro trimestre de 2024, comparado ao mesmo período do ano anterior.
“Estamos reorganizando os fluxos de atendimento para garantir uma espera segura e identificar os pacientes que precisam de atendimento imediato”, explicou Beatriz. Além disso, serão montadas tendas nas UPAs Boa Vista e Cajuru para atender especificamente casos suspeitos de dengue e outras doenças respiratórias, visando desafogar as unidades.
Estas medidas visam melhorar a eficiência do atendimento nas UPAs e hospitais da cidade, em meio a desafios impostos por mudanças climáticas e aumento de casos de doenças específicas.
Fonte: RIC




