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Tensão em Curitiba: hospitais e UPAs estão lotadas

Tensão em Curitiba: hospitais e UPAs estão lotadas

UPA do Pinheirinho lotada na tarde desta segunda (Foto: Franklin Freitas)

Os principais hospitais de Curitiba estão operando com capacidade máxima e restringindo o atendimento no pronto-socorro devido a um aumento significativo de casos de traumas e problemas respiratórios. Hospital Cajuru, um dos maiores da região, já opera acima de sua capacidade, enquanto o Hospital Evangélico Mackenzie enfrenta 100% de ocupação em seus leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), sem vagas disponíveis para novos pacientes.

A escalada no número de acidentes e o crescimento de casos de Síndrome Aguda Respiratória Grave (SRAG), impulsionados pelos vírus Influenza A, Influenza B, e Covid, têm pressionado os serviços de saúde na capital paranaense. Além disso, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) municipais lidam com um aumento de casos suspeitos de dengue, elevando ainda mais a demanda por atendimentos médicos emergenciais.

O movimento nos hospitais subiu cerca de 30%, e nas UPAs, o aumento foi de 25%. Apesar da pressão, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) assegura que todos os pacientes estão recebendo assistência, graças a um sistema de encaminhamento eficiente baseado na gravidade e na demanda de cada caso.

Este cenário é agravado pelo fato de que o número de médicos no Paraná dobrou nos últimos 13 anos, atingindo uma proporção de 3,20 médicos para cada mil habitantes. No entanto, mesmo com o aumento no número de profissionais, o sistema de saúde local enfrenta desafios significativos para atender à crescente demanda.

O Hospital Pequeno Príncipe, referência em pediatria, registrou um aumento de mais de 1000% nos casos de Influenza de fevereiro para março, saltando de 30 para 348 casos. A primeira semana de abril já mostrou uma tendência preocupante, com mais de 3.100 crianças e adolescentes atendidos, representando 25% do total de atendimentos de março.

Autoridades de saúde alertam que o Paraná e Curitiba permanecem em alerta máximo para um aumento nos casos de SRAG entre adultos, idosos e crianças. A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba reforça a importância das 104 unidades básicas de saúde e da Central Saúde Já Curitiba para atendimentos menos urgentes, na tentativa de aliviar a pressão sobre as UPAs, destinadas a casos graves e emergências.

A população é incentivada a utilizar os recursos de saúde de forma consciente, buscando atendimento adequado ao seu estado de saúde, para garantir que os recursos médicos estejam disponíveis para aqueles que mais precisam.

Fonte: Bem Paraná.

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