No terceiro dia do julgamento do Caso Daniel, no Fórum de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, a tensão já era evidente logo no início. Houve momentos de discussão intensa entre os advogados de defesa e acusação logo nos primeiros minutos.
O juiz Thiago Flores Carvalho iniciou os trabalhos dando espaço para a promotoria replicar, mas rapidamente as discussões tomaram conta do ambiente. O promotor João Milton Salles mostrou um vídeo do depoimento do réu Eduardo Silva, que mencionava ter entrado no carro com Edison porque pensava que o crime contra Daniel seria menos grave. Salles interpretou a ação como parte de um “Tribunal do Crime”.
Salles destacou o papel do Ministério Público em defender os interesses da sociedade, afirmando que seu salário é pago pelos cidadãos, e não com dinheiro de atividades ilegais. Essas palavras irritaram Elias Mattar Assad, advogado de defesa de Edison Brittes, que acusou o promotor de antiético e criticou a sessão como um “show de horrores”, ameaçando deixar o julgamento. Louise Mattar Assad, também advogada, interveio para acalmar a situação.
A troca de acusações continuou fervorosa. Elias Mattar Assad mencionou que estava trabalhando pro bono (gratuitamente) para a família Brittes, que descreveu como desafortunada. Em resposta, Salles apontou que a verdadeira vítima era a família de Daniel, o jogador morto. A discussão escalou para temas sensíveis como abuso e castração, com os advogados usando essas questões para atacar e defender seus pontos de vista.
A expectativa era que os debates continuassem até o final da manhã, seguidos pela deliberação dos jurados.
Fonte: RIC Notícias.




