Foto: Rodolfo Buhrer

A empresa Renault pretende cortar 800 vagas na fábrica de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, em razão da baixa produção decorrente da queda do mercado de veículos provocada pela crise do coronavírus. A empresa tem 7,3 mil funcionários e propôs um Plano de Demissão Voluntária (PDV) que foi recusado na sexta-feira.

Os trabalhadores disseram que os incentivos oferecidos pela empresa não são atrativos. A montadora ofereceu o pagamento de 3,5 a seis salários extras dependendo do tempo de contrato do funcionário (incluindo dois meses de benefício da MP 936), plano médico por um ano e vale mercado até dezembro, além da primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados.

Para quem continuar na fábrica a proposta de data-base é suspensão de reajustes neste ano e no próximo, com pagamento de abono de R$ 3,5 mil, entre outros itens.

“A proposta é ruim para quem sai e para quem fica”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Sérgio Butka.

A montadora tem até quarta-feira (22) para apresentar uma nova proposta.

“A Renault está se aproveitando do momento para tirar vantagem e nós temos de resistir”, disse. “Se a empresa quer adesões tem de ter um incentivo de verdade, pois o que está oferecendo é muito pouco”.

A Renault disse ainda que se não conseguir as adesões, fará cortes aleatórios e o sindicato afirma que fará greve se isso acontecer.

Fonte: O DIA

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