Foto: Lucilia Guimarães / SMCS

Em Curitiba, uma campanha chamada “Não seja jaguara” foi criada pelas empresas de ônibus da cidade, com o objetivo de conscientizar as pessoas para diminuir as aglomerações no transporte coletivo.

De acordo com os idealizadores, a palavra “jaguara” é genuinamente paranaense. Neste contexto, o termo foi usado para descrever alguém que, com sua atitude, está prejudicando o propósito da coletividade, em benefício próprio, durante a pandemia do coronavírus.

As peças já estão circulando nas redes sociais das empresas de ônibus. Uma delas critica o chamado “piá de prédio” e suas festinhas. Outra, alerta para o desrespeito de alguns comerciantes com o horário estabelecido de funcionamento, das 10h às 16h. E a última peça tem como critica aqueles que usam o cartão-transporte dos avós para passeios nos ônibus. Todas as peças terminam a mensagem com a hashtag #nãosejajaguara.

Segundo o diretor-executivo das empresas de ônibus, Luiz Alberto Lenz César, o desrespeito de alguns comerciantes com as regras de isolamento, refletem claramente no transporte público.

Mesmo pouco tempo após ser lançada, a campanha provocou reação. O presidente da ACP, Camilo Turmina, não gostou, e disse que, por lei, os comerciantes, precisam disponibilizar locomoção aos funcionários. No entanto ele questionou a qualidade do transporte coletivo de Curitiba.

Após a reação do presidente da associação comercial, a Comec informou, por meio de nota, que realiza um enorme esforço para manter a ocupação dos ônibus em 65%, número possível no sistema metropolitano em que as linhas possuem médias e longas distâncias, de até 60km.

O texto diz ainda que infelizmente, a mesma cobrança que a associação comercial faz do sistema de transporte, ela não faz dos seus associados, que na grande maioria não adeririam as regras de flexibilização de horários, que poderia ajudar nos horários de pico.

Lembrando que no dia 28/05, o Ministério Público emitiu recomendação administrativa à Comec para que fossem adotadas medidas para garantir a mobilidade das pessoas de forma segura e de modo a evitar a disseminação da doença.

Entre as medidas recomendadas, estão a mudança dos horários e itinerários das linhas de ônibus para que não ocorram aglomerações. Além disso, houve a intensificação das ações de fiscalização e o estabelecimento de lotação máxima nos ônibus.

Em nota, a Urbs esclareceu que estão sendo tomadas medidas de reforço da frota e de limitação de pessoas dentro dos ônibus. A Urbs disse também controlar o sistema, em que os ônibus estão com 50% de ocupação e saem dos terminais com 30% dela.

A Urbs também ressaltou sobre a necessidade do cumprimento dos horários de funcionamento estabelecidos e que a linha Inter 2, além de outras 15 desde semana passada, estão com todos os ônibus circulando.

Fonte: CBN

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