Foto: Ricardo Marajó / SMCS

Curitiba vai ganhar mais um hospital para atendimento exclusivo de pacientes com coronavírus. A prefeitura de Curitiba vai reabrir o Instituto de Medicina, no Alto da XV, em julho. O local conta com 110 leitos, sendo 50 de UTI e 60 clínicos (para casos menos graves).

O hospital vai ser administrado pela Santa Casa de Curitiba, por três meses, por contrato temporário, que pode ser prorrogado conforme a demanda. Este é o segundo hospital ativado na capital paranaense para este fim – o primeiro foi o Hospital Vitória, em 05/06 na CIC.

“Não há colapso no nosso sistema de saúde, pois estamos preparando nossa sólida rede hospitalar para atender com uma medicina de qualidade os pacientes que precisarem. Mas volto a repetir, nada disso vai dar conta da pandemia se a população não colaborar”, disse o prefeito Rafael Greca, que visitou o local nesta quinta-feira (25/6).

A abertura faz parte do plano de contingência de enfrentamento à pandemia do município e integram os 1.088 leitos de UTI já anunciados.

UTIs
Curitiba tem hoje 223 leitos de UTIs do SUS exclusivos para a doença. Outras 129 UTIs vão ser ativadas, até 15/07, incluindo as do Instituto de Medicina. Ao todo, serão 352 UTIs exclusivas.

O governo federal ainda enviou cem respiradores que vão ser utilizados nos novos leitos de UTI.

O prefeito estava com o vice-prefeito Eduardo Pimentel; da diretora médica da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, Nívea Pereira de Souza; e do proprietário do Hospital Instituto de Medicina, José Lazaroto.

Leitos clínicos
Curitiba também vai chegar a 5.654 leitos clínicos até 15/07. São 430 leitos de enfermaria exclusivos para coronavírus – 284 já estão em funcionando e outros 146 serão ativados também até metade de julho.

Segundo a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, a rede hospitalar de Curitiba é uma das melhores do país.

“A doença atinge a todos indiscriminadamente e nós não sabemos quem será o caso leve, moderado ou grave”, diz. “Não houve falta de leitos de UTI para os pacientes que morreram. As pessoas tiveram assistência, internamento, medicamento. Mesmo com acesso a tratamento adequado, a letalidade é grande”, completa.

Ainda de acordo com a Secretária, a cidade precisa – além da estrutura hospitalar – que a transmissão do vírus seja mantida sob estrito controle.

“Para isso, a população precisa manter o isolamento social, para quebrar a cadeia de transmissão”, diz Márcia.

O plano de contingência contra à pandemia prevê ainda a estruturação de hospital de campanha em Curitiba, que será implementado se houver necessidade.

“O hospital de campanha é a última alternativa. Nós ativamos recentemente o Hospital Vitória e agora ativaremos o Instituto de Medicina. O que temos em Curitiba é ouro: estrutura hospitalar com as condições sanitárias e de proteção do paciente, com comissão de controle infecção, intensivistas, equipe qualificada, estrutura de apoio e de diagnóstico (laboratório, raio-x, radiografia), rede de gases”, explica a secretária.

A rede de leitos hospitalares em Curitiba
Total: público, privado, covid e não covid – até 15 de julho
UTI: 1.088
Clínico (enfermaria): 5.654

SUS exclusivos para covid-19
UTI: 352 até 15 de julho (223 já estão ativados)
Enfermaria: 430 até 15 de julho (284 já estão ativadas)

Fonte: Prefeitura de Curitiba

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