A secretária de Saúde Márcia Huçulak declarou que a população precisa ajudar no controle da disseminação do novo coronavírus. A afirmação veio nesta terça-feira (16) em entrevista à RPC.

Segundo a secretária, a prefeitura deve rever nas próximas horas a flexibilização da bandeira laranja para academias e restaurantes. A expectativa era de que esses estabelecimentos poderiam reabrir as portas a partir desta quarta (17), mas Huçulak disse que em razão do novo quadro, a “conversa com os setores terá que ser refeita”

“Nossa ocupação hoje é de 85%, mas porque estamos fazendo esforço de ampliação. A situação também está complicada para os profissionais da saúde, que estão chegando ao limite, por isso precisamos baixar o movimento na cidade”, explicou Márcia Huçulak.

“Ouvimos as demandas das academias numa reunião, mas em razão do aumento dos quadros e internações, vamos ter que refazer a conversa. Talvez até uma atitude um pouco mais restritiva”, comentou Márcia

Ainda segundo a secretaria, ao contrário do que foi dito pelas associações que representam restaurantes e até pelos representantes das academias, o decreto publicado no sábado (13) não vai ser modificado. Sobre os bares, Huçulak informou que continuam fechados. Já sobre restaurantes que podem funcionar até às 15h e depois somente com delivery.

“Não queríamos fechar nada, mas a aglomeração transmite o vírus. Podemos ter 10 mil leitos de UTI, se não diminuir a circulação, teremos dificuldade em atender todas as pessoas ao mesmo tempo. Por isso, pedimos compreensão dos setores”.

A secretária municipal de Saúde ressaltou novamente que a transmissão do coronavírus está muito rápida em Curitiba e pediu para que a população fique em casa.

“Precisamos conter a movimentação na cidade. Estamos muito preocupados com a situação, que pode mudar a cada dia. A população precisa ficar em casa”.

A secretária reforçou o alerta e falou que, se necessário, vai ter lockdown sim.

“Se as pessoas nos ajudarem, vamos conseguir segurar o lockdown, mas se chegarmos numa situação pior, teremos que tomar essa medida mais drástica. Pode acabar em lockdown, sim”.

Fonte: RICMAIS

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