Segundo informações divulgadas na sexta-feira (3), pelo Setransp, as empresas de ônibus sofreram uma redução de 75% no número de passageiros e estão fazendo um pedido de socorro para evitar o colapso do sistema. Segundo a nota o impacto econômico devido ao coronavírus já afeta de maneira brutal o transporte coletivo de Curitiba,

“a ponto de inviabilizá-lo se não houver socorro financeiro dos poderes públicos”.

A nota ainda afirma que as empresas de ônibus obtêm receita para operar por meio da cobrança da passagem, mas com a queda de passageiros,

“não há recursos para fazer frente a todos os custos do sistema, como pessoal, combustível, financiamentos, peças, impostos”.

A nota cita o ofício enviado pela Frente Nacional de Prefeitos ao presidente Jair Bolsonaro, em que alerta para o descompasso entre oferta e demanda e pede investimentos ao transporte público.

“Não há dúvidas de que todos os negócios serão negativamente afetados. Mas é fundamental que o poder público priorize os serviços essenciais, caso do transporte coletivo”, continua a nota.

“As empresas de ônibus de Curitiba estão em contato permanente com a Prefeitura e Urbs para, em conjunto, achar o quanto antes uma solução para o problema”, encerra o comunicado.

Leia a nota na íntegra:

Empresas de ônibus pedem criação de plano para socorrer o setor
Queda de demanda ameaça colapso do serviço
O impacto econômico à esteira do coronavírus já afeta de maneira brutal o transporte coletivo de Curitiba, a ponto de inviabilizá-lo se não houver socorro financeiro dos poderes públicos.
As empresas de ônibus obtêm receita para operar por meio da cobrança da passagem. Com queda de passageiros na faixa de 75%, não há recursos para fazer frente a todos os custos do sistema, como pessoal, combustível, financiamentos, peças, impostos.
Essa dificuldade é nacional. A Frente Nacional de Prefeitos enviou ofício à Presidência da República em que alerta para o descompasso entre oferta e demanda e pede investimentos para evitar o colapso no serviço de transporte público.
Não há dúvidas de que todos os negócios serão negativamente afetados. Mas é fundamental que o poder público priorize os serviços essenciais, caso do transporte coletivo.
Aliás, são os ônibus que vão garantir a movimentação de profissionais dos outros serviços essenciais e daqueles que precisam se deslocar para chegar ao posto de saúde, à farmácia e ao supermercado.
É urgente, portanto, que os poderes públicos criem um plano de socorro ao setor a fim de impedir o colapso do serviço. As empresas de ônibus de Curitiba estão em contato permanente com a Prefeitura e Urbs para, em conjunto, achar o quanto antes uma solução para o problema.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Fonte: Diário do Transporte

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1 COMENTÁRIO

  1. Os apps uber e 99 debilitaram o sistema retirando o lucro da operação para enviar aos EUA e China. Ao invés do gestor público priorizar o transporte coletivo, foi feito o contrário. Poluiu mais , congestionou mais e agora o corona vírus finaliza o que o carona vírus começou.

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