O Paraná passou a contar com um hospital completamente voltado para o tratamento do coronavírus. Por determinação da Secretaria de Estado da Saúde, o Centro Hospitalar de Reabilitação do Paraná, em Curitiba, funcionará a partir desta segunda-feira (30) exclusivamente para o combate ao. vírus.

O local foi esvaziado no fim de semana, com a alta dos últimos pacientes internados para algum tipo de reabilitação. O centro hospitalar conta atualmente com 10 leitos de UTI. Outros 28 quartos estão sendo transformados em áreas de terapia intensiva, com previsão de funcionamento total até a próxima segunda-feira (06).

Além disso, possui 40 leitos para isolamento, todos já equipados com aparelhos respiratórios. No momento, já há um paciente internado por causa do coronavírus.

“É uma medida que reforça a preocupação do Governo do Estado em oferecer o melhor tratamento possível para as pessoas. A exclusividade nos permite concentrar esforços e treinar pessoas com dedicação integral no enfrentamento ao Covid-19”, afirmou o governador Ratinho Junior.

Na quinta-feira (26), o governador apresentou toda a estrutura disponível no estado para garantir atendimento a pacientes que precisem de suporte médico-hospitalar por causa do Coronavírus. O quadro mostrou que todas as regiões paranaenses estão atendidas.

O diretor-geral do Complexo Hospital do Trabalhador, Geci Labres Souza Júnior, destacou algumas vantagens de ter um espaço voltado para o tratamento do coronavírus.

“Concentramos equipamentos e material de proteção individual (EPI’s). Além disso, os profissionais da saúde podem se especializar nos cuidados à patologia”, avaliou.

O Hospital do Trabalhador, em Curitiba, também tem uma uma ala dedicada ao tratamento do Coronavírus. Segundo Geci Labres, são 22 leitos de UTI e outros 17 de isolamento no espaço.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, faz um alerta à população. Ele reforçou que a pessoa que estiver com algum sintoma mais grave da doença, como falta de ar por exemplo, não deve procurar imediatamente o Centro Hospitalar de Reabilitação. O caminho, ressaltou o secretário, é acionar uma unidade básica de saúde ou de pronto atendimento. São esses locais que farão o encaminhamento se necessário

“Até por uma questão de segurança, para evitar contaminação e a circulação do vírus, devemos respeitar todos os procedimentos”, afirmou.

O Complexo Hospitalar do Trabalhador reúne quatro unidades de saúde. O Hospital do Trabalhador, que já tem padrão de excelência e é referência para todo o estado incorporou o Centro Hospitalar de Reabilitação (CHR), o Centro de Atendimento Integral ao Fissurado Lábio Palatal (Caif) e o Centro Regional de Especialidades Kennedy (CRE), que está sendo transformado em Ambulatório Médico de Especialidades (AME), num investimento de R$ 8 milhões. Ao todo, o Complexo do Trabalhador terá 382 leitos e 80 leitos de UTI.

A estrutura estará disponível nos primeiros dias de abril e se somará aos 3.603 leitos de atendimento especializado (públicos e particulares) já existentes em 60 hospitais de referência espalhados pelo Paraná.

Segundo o secretário Beto Preto, caso o quadro epidemiológico exija novas medidas, o Estado tem condições para mais contratações nos próximos 90 dias. O número de novos leitos de UTI pode saltar para 680, além de 1.611 novos leitos de enfermaria.

A Secretaria da Saúde montou três cenários para estruturar ainda melhor a rede de atendimento hospitalar no Estado. Eles levam em consideração o número dos casos e as avaliações diárias dos técnicos das redes estadual e municipal.

A primeira ação é imediata e prevê contratação de 317 leitos de UTI (adulto) e 731 leitos de enfermaria em até dez dias. Serão utilizados 22 hospitais de referência nas macrorregiões que atendem todo o Estado.

A segunda etapa, considerando um aumento nos casos, pode ser ativada em até 45 dias e prevê mais 188 novos leitos de UTI e 450 novos leitos de enfermaria, para atender municípios menores.

A terceira trata de um cenário pessimista e pode começar em até 90 dias com mais 180 leitos de UTI e 430 novos leitos de enfermaria. Apenas entre leitos de UTI para adultos pode haver aumento de mais da metade dos 1.315 existentes do Estado

Fonte: AEN

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