Foto: Ricardo Marajó

O Ministério da Saúde fez um documento de recomendação para os gestores do SUS, enviado a todos os secretários estaduais de Saúde, no qual se destaca a necessidade de implementação de um plano de quarentena.

No documento, sugerem uma orientação do governo federal para que, na semana de 6 de abril, escolas e universidades sejam fechadas até o fim do mês, com uma atualização de cenário em 20 de abril. Este é um movimento de resistência contra as tentativas do presidente Jair Bolsonaro de afrouxar as medidas de isolamento.

Apesar de Estados e municípios já terem adotado algumas restrições, o governo federal não determinou a paralisação desses serviços, o que poderia vir a ser feito agora. Os técnicos sugerem ainda distanciamento social no ambiente de trabalho e proibição de eventos com aglomeração, como jogos de futebol.

Medidas mais restritivas deveriam ser adotadas em abril, maio e junho. No documento, ao qual o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso, há um balanço de todas as medidas adotadas até sexta, com previsão de o governo ter de criar mais 20 mil leitos de internação para atender à demanda de infectados em Abril. A previsão é de haver necessidade de 40 mil leitos até o fim do mês. Como revelou o Estadão/Broadcast, a necessidade ocorreria no pior cenário previsto para o período.

No plano de ação da quarentena, a ser executado nos próximos três meses, há a previsão da contratação de trabalhadores informais como promotores de saúde. A ideia é que eles orientem as pessoas na rua, identifiquem idosos que estão fora do isolamento para enviá-los para casa, além de atuarem na limpeza de superfícies. Outras medidas incluem a proibição de qualquer evento de aglomeração (shows, cultos, futebol, cinema e teatros).

Existe, ainda, previsão de redução em 50% da capacidade instalada em bares e restaurantes. O documento traz medidas mais restritivas do que as que vinham sendo passadas pelo Ministério da Saúde oficialmente até agora. Apesar disso, Estados e municípios saíram na frente, decretando cancelamento de aulas e eventos. A leitura no Ministério da Saúde é de que houve excessos em muitos casos, mas a partir de 6 de abril já seria a data ideal para implementar as medidas.

Fonte: Exame – informações do Jornal O Estado de S. Paulo.

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